Sexta-feira, 12 de Janeiro de 2007

extremos...

Deixa-me em paz,
Eu já nem sei se sou capaz,
De te olhar de frente,
Sinto-me doente,
Por te amar e ser crente,
Eu sou de extremos,
Hoje bem, amanha mal é o que temos,
E hoje não quero perder tempo,
Conversa fiada,
A rima já sai atrofiada,
Opto por sair por aí,
Para longe de mim, longe de ti,
Onde todas as formas se rebolam,
E os putos se desolam,
Uns foram convidados, e os outros se colam,
Lá ao fundo uma sombra a olhar para mim,
Hoje vou até ao fim,
Sinto que tas afim,
Chego lá não vejo cara, só ouço uma voz,
A silhueta propicia a criação de outros pós,
Vai garantindo o olhar, fia-te na sedutora,
Podes ter nome de princesa hoje só te vejo pecadora,
Sobe para a pista e movimenta o pecado,
A criação da arte deixa-me entusiasmado,
Fico vidrado, começo a pegar em todo o lado,
Se no teu corpo à ditadura, eu sou o golpe de estado,
A sombra dissipa-se e apresenta a perna grossa,
Mete em chamas o ambiente proporcionando o rossa-rossa,
Tento olhar para outro lado,
Penso em ficar calado,
Mas algo que vejo deixa-me neste estado,
O que nela mais me cativa é o seu diabo,
Pequena tatuagem no seu lindo pescoço,
Não sei se posso,
Chegar perto e tirar fotografia,
Crio a minha caligrafia,
Num papel ali à mão,
Dou na rima, dou na pele, tiro o sermão,
Ajuizando as qualidades que tão bem à vista,
Tu hoje és ciência e eu mais puro cientista,
Tu queres ouvir segredos, hoje sou puro corista,
Trago-te para a rua e vamos ouvindo o som,
Afogamos mais um copo fresco de pisang ambom,
A noite está quente, estava tudo tão bom,
Quanto mais ela me seduz mais eu gosto do seu tom,
Acordo da feitiçaria com o seu corpo sobre o meu,
Como inocente condenado nessa noite a ser réu,
Chego ao céu, ao tirar-lhe o seu véu,
Quando me afoga com os seus lábios,
Calando as teorias que eu tinha dos sábios,
Começa a puxar por mim, tentando-me com seu calor,
Dizendo que em tanto tempo nunca vira tanto amor,
Começo a delirar no corpo dela, a ficar entusiasmado,
Pena que o despertador, estava mesmo ao meu lado,
Acordo molhado, com os extremos na mente,
Mas que ideias tão estranhas tem esta cabeça demente…

publicado por JF às 12:49
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