Sábado, 7 de Outubro de 2006

saudades...

O remorso,
Ponto final da culpa,
Hoje vamos ser directos,
Sento-me e peço então desculpa,
Falamos das coisas que erramos,
Pelas quais tentamos,
Reverter em nosso caso,
Não tentamos ser brandos,
Falhamos de mais, quem dera nem ser humano,
E poder queimar, o tal pano,
Sedoso que vai tapando a mentira,
Talvez a descoberto fosse mais fácil achar saída,
A chancela hoje é permitida,
Todos temos estes momentos,
Mais inseguros e vulgares,
Os tais sentimentos,
Que se tornam singulares,
Sinto-me culpado, por deturpar a verdade,
Contador de histórias, que não cresce com a idade,
Deixa-me dizer-te que tudo o que passámos foi bom demais,
Contemplar-te com sinais, virgulas, pontos finais,
E dizer-te que não sou, nem nunca fui tão verdadeiro,
Menti tantas vezes, por dizer que era uma mera brincadeira,
Mas hoje não aguento mais, tenho saudades do teu corpo, do teu cheiro.
publicado por JF às 06:27
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Quinta-feira, 5 de Outubro de 2006

até de manhã...

Posso perder o tento,
E tantas vezes o lamento,
Não morrer este sustento,
E conseguir agir sem pensar,
Hoje vou apagar a memória,
Escrever outra história,
Como se não pensasse tanto nas coisas,
Espero que me oiças,
Pequena esbelta de pele rosada,
Não te quero para casar, nem pra minha namorada,
Hoje podias ser um cachorro quente, nos meus sonhos,
Que recheava de mil e uma delicias, comeria com todos os molhos,
Podia dizer mil palavras, escrever poesias,
Mas a minha mente hoje só vê o teu corpo, ela pensa em malícias,
Torturas, que mordem os teus lábios,
Envergonham os mais sábios,
Que vão fechando os seus olhos,
Hoje como-te com todos os molhos,
Pequena esbelta de pele rosada,
Não te quero pra casar, nem pra minha namorada,
Por mim era na boa, bem no meio da estrada,
Fazer do teu olhar madrugada,
E deixar o sol nascer dos confins do teu corpo,
E já morto,
Olhar-te e renascer,
Voltar a viver,
Querer beber,
O elixir que o teu beijo tem para me verter,
Cai a chuva sobre o corpo, na tentativa de acalmar o céu,
São tantas as ideias que não sei o que é meu, ou o que é teu,
Vejo destroços do acidente, que foi ter-te visto nesta tarde,
Tomas-te conta das minhas ideias, quem me dera queimar-te,
Como incenso, e deleitar-me com o teu sabor,
Sem paixão, sem amor,
Tudo instinto, tudo sensação,
Acelera-se o tempo, no palpitar da ilusão,
Podias ter nome de ódio, de terror de talismã,
Porque hoje linda, era até de manhã…
publicado por JF às 12:20
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Terça-feira, 3 de Outubro de 2006

ouvir sem reagir...

Farto de ouvir? De sentir sem reagir?
Não tens forma de gritar, nem ninguém para te ouvir?
Salta fora, deixa o pó ir embora,
Porque a noite é criança, e ela ainda chora…
Cheio das perguntas? Dos “ses” e dos “porquês”?
Segue em frente, a saída está lá, só tu não a vês,
Salta fora, deixa a hora ir embora,
Tenta ir até à lua, isto por agora,
Queres fazer tudo e não te apetece fazer nada?
Sair só porque sim, sem dizeres nada à madrugada?
Salta fora, esconde o tempo dos outros,
Porque não há muita alegria, e nós somos poucos,
Vai por aí, sem ter preconceito nem crença,
Desperdiça créditos, sem fingir teres licença,
Chama a atenção, daqueles que ainda estão a dormir,
Ups, talvez não seja a hora certa, mas é hora de sair,
Quem és tu? Sim tu que me lês,
Responde-me, deixa-te de “ses” e “porquês”,
Porque disso já ando farto, rodeios e rendilhados,
Salta fora, faz aquilo para o qual não estamos programados,
Salta fora, deixa o pó ir embora,
Porque a noite é criança, e ela ainda chora…
Salta fora, deixa a hora ir embora,
Tenta ir até à lua, isto por agora,
Salta fora, esconde o tempo dos outros,
Porque não há muita alegria, e nós somos muito poucos…
publicado por JF às 11:38
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Domingo, 1 de Outubro de 2006

escapatória...

Dá-me mais uma oportunidade,
De dizer-te tudo aquilo que me deste,
A forma como me viste, como me tiveste,
Não sou santo, nem tão pouco louco, sei o que digo,
Hoje verbalizo o quanto fui feliz contigo,
Dá-me mais uma fuga,
Para onde escapem todos os meus versos,
Aqueles mais ingénuos, juntamente com os perversos,
E juntos num recanto, que se forme o tal canto,
Que de rimas de amor, nos dê o tal pranto,
Seja de amor, de saudade, de ternura,
Dá-me mais uma possibilidade, de proclamar essa aventura,
E dizer-te que foste imperfeita,
Por isso mesmo o meu peito ainda te estreita,
As tuas marcas conjugadas, dão coisas que não sei explicar,
A minha ideia sempre foi partir, mas talvez tenha de ficar,
Preso a tudo o que me fizeste sentir,
Tive tempo para amar, para saber, como é bom…sorrir,
Dá-me mais uma circunstância,
E talvez decore o que hoje escrevo aqui,
Talvez te diga sem pensar, o que senti por ti,
Saberei fazer tudo de novo, é fácil, não esqueço,
Foste o quebra-gelo que hoje tanto enalteço,
E pensar que tudo não passava de mais uma noite bem passada,
Deixa-me escrever-te mais uma vez, só isso, mais nada…
publicado por JF às 02:57
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