Sábado, 15 de Julho de 2006

amigo...

Pouco me importa tudo o resto,

Só quero que saibas que vou estar do teu lado,

Quando as forças cederem,

Quando te faltar o pé,

No dia em que sentires a dor, sem saberes o que é,

Vou estar contigo, amigo,

Pouco me importa saber muito ou pouco das coisas,

Saberei ser inculto se preciso,

Saberei dizer coisas inoportunas tantas vezes,

Mas saberei ser…amigo,

Estou farto de olhar para as figuras que deambulam pelas ruas,

Essa gente oprimida que não se abraça por orgulho,

Eu vou estar contigo, amigo,

Pouco me importa os valores das coisas,

Só quero que saibas que abdico de tudo,

Negociaria a alma se preciso, e com ela todo o meu sangue,

Para te mostrar o outro mundo.

Quando te faltar o sorriso,

A tal vontade de caminhar,

Saberei empurrar-te para a saída,

E aí vamos voltar a divertirmo-nos com o que vivemos,

Com o que ganhamos, com o que perdemos,

Saberei mostrar-te o que és…

Amigo.

publicado por JF às 10:52
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Sexta-feira, 14 de Julho de 2006

sinto a tua falta...

Eu parti essa coisa frágil,
E não consigo apanhar os pedaços,
Disparei as palavras para todo o lado,
Talvez um dia me oiças,
Alguém te levou de mim,
Alguém conseguiu,
Foi por um fio,
Que te perdi,
Posso gritar à vontade,
Não está ai ninguém,
Ninguém…
Paro, olho em meu redor,
Todas as luzes e sons,
Deixaram-me sozinho,
Foi tudo contigo,
Fecho os olhos,
Adormeço,
Sonho contigo…
Olá anjo do meu pesadelo,
Sombra e vitima nunca suspeita,
Podíamos viver aqui para sempre,
Teríamos o dia das bruxas no natal,
E mesmo assim desejaríamos que isto nunca acabasse,
Sinto a tua falta…
Não consigo dormir,
Não consigo sonhar esta madrugada,
Mas lá vens tu, rastejando e assoprando pela noite,
Enquanto eu contava as teias de todas as aranhas,
Pegava nas coisas e queimava as suas almas,
Recebo-te novamente nos meus pesadelos,
Já estive aqui outras vezes,
Onde vi as tuas mãos acenando com o adeus,
Numa sensação que dói, mas não mata…
Sinto a tua falta…
publicado por JF às 00:33
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Quinta-feira, 13 de Julho de 2006

uma noite...

A noite hoje pode não acabar,
Ainda bem para nós,
Saberemos ser únicos por certo,
Mergulhando nas palavras,
É certo que és e que foste,
A maior surpresa deste dia,
É certo que és e que foste,
A maior certeza desta noite,
Se alguém disser que é sonho,
Eu não vou acreditar,
Se alguém disser que é ilusão,
Que seja então, deixa-me sonhar,
Enterram-se os pés na areia,
Para nunca mais dar um passo,
Escorregam as mãos pelo teu rosto,
Para nunca mais te esquecer,
Desejamos tanta coisa,
E no fim tudo é tão simples,
Segundos passados, tão certos ou tão errados,
Que juro ser feliz contigo,
A praia nosso abrigo,
E a noite…
Apenas testemunha…
Espectadora do nosso amor.
publicado por JF às 11:34
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Segunda-feira, 10 de Julho de 2006

aqui e agora...

Aqui e agora,
E em qualquer outro lugar do tempo,
Sei que tudo é perfeito,
Electrizante o embaraço que me faz observar-te,
E sorrir por isso,
Aqui neste lugar, onde a noite não acaba,
E o dia não traz saudades,
Onde tudo é instinto,
E os corpos se saúdam sempre de forma especial,
Somos todos…perfeitos,
Esquecemos os deveres,
Apagamos os direitos,
E vivemos sem medos,
Para sempre,
Aqui e agora,
No lugar onde os sonhos adormecem,
Guardo um lugar para o teu corpo,
Sossego a minha boca,
Porque sei que mais tarde ou mais cedo,
Trocaremos segredos…
publicado por JF às 19:08
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Sexta-feira, 7 de Julho de 2006

refugiam-se os sentidos...

Quem dera que o tempo não passasse por nós,
Que o sonho fosse uma mera previsão dos nossos tempos,
Refugiam-se os momentos,
Por serem demasiado, inoportunos.

Fica comigo, fica…

Vejo o tempo passar, e o sol afugentar as sombras que me olham,
Dos cantos seu salão, perdem-se nos trilhos do meu chão,
Refugiam-se os momentos,
De solidão

Olha-me nos olhos,
Sente que choro por ti, por sentir esse dano,
Vejo o vento dançar com os ressentidos do tal pano,
Privam-se os sentidos, por serem tão indiscretos,

Fica comigo, fica...

O tempo é supremo hoje, e indica-me a tua falta,
No triste silencio que maltrata,
E que me mostra que já não estás,
No que em tempos foi o nosso mundo,
E que hoje, são apenas restos de uma batalha que perdi

Quem dera que o tempo não passasse por nós,
E que ninguém tirasse de mim, o doce da tua voz,
Mas…só espero que tudo passe, depressa
Refugiam-se as recordações…
publicado por JF às 18:45
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Quarta-feira, 5 de Julho de 2006

...em palavras

Ainda me lembro, quando me perdia nas palavras,
E não sabia o que dizer,
O teu olhar era forte de mais,
Teu beijo poderoso de mais,
Tudo era …de mais,
Ainda me lembro, quando não sabia o que dizer,
Apenas te olhava,
Te sorriso contemplava,
Era magia que não acabava,
Deixas-me louco, já to disse tantas vezes,
E outras tantas ficaram por dizer,
Quantas manhãs passadas a contemplar o teu rosto,
Enquanto não acordavas,
Quantas vezes me perdi em palavras…
publicado por JF às 01:17
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Segunda-feira, 3 de Julho de 2006

é para nós que todos olham...

Vamos crescendo devagar,
Ouvindo noticias e rindo dos outros,
Vamos caminhando com passos pequenos,
Com vontade para nunca mais parar,
É para nós que todos olham,
Em nossa memória suplicam a salvação,
Para este velho mundo,
Que o renascer nos traga o novo mundo,
E que saibamos cuidar, como eles nunca cuidaram,
Que saibamos percorrer lugares sem estragar,
Sem queimar, sem conquistar,
E que tudo seja nosso mesmo assim,
Vamos crescendo devagar,
Pequenas raízes somos,
De flores, arvores e afins,
Ervas daninhas, e outras plantas ruins,
Também as vi no meu caminho,
Mas de sua inutilidade chorava o desespero,
Hoje assistimos a mais um enterro,
Do que foi mais um dos Mestres do velho mundo,
A saudade pouco importa, e o caminho é tão longo,
É para nós que todos olham,
Pois no silêncio, somos o estrondo.
publicado por JF às 09:09
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Sábado, 1 de Julho de 2006

podiamos ter...mudado o mundo.

Deixa sair, esse sorriso que emociona,
E deixa-me olhar-te de perto,
Lembras-te? De quando éramos demasiado pequenos,
Para entender, certos terrenos,
Travávamos batalhas sem sentido,
Que para nós eram cruciais,
Quando não tínhamos vergonha,
E pedíamos mais, e sempre mais,
Podíamos ter mudado o mundo,
Ainda bem que o deixámos estar,
Vamos mudá-lo dizias,
Contrapunha, deixa-o girar,
Que um dia alguém o muda por nós,
Seja pela sorte ou poder de sua voz,
Que se vai fazer ouvir,
Deixa sair, a tal raiva que sempre tens,
E deixa-me olhar-te de perto,
Lembras-te? De quando éramos demasiado inocentes,
Para saber o que eram determinadas mentes,
Pardos de palavras e de expressões amistosas,
Teoricamente descrentes, contra correntes,
Mas no fundo, sempre presentes,
Podíamos ter mudado o mundo,
Ainda bem que o deixámos estar…


publicado por JF às 00:47
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