Quarta-feira, 5 de Abril de 2006

Desabafo...

Não valeu a pena,

Desenhar desta forma o mundo,

Creio que o fiz demasiado redondo,

E por isso ninguém se entende,

Dei línguas a mais, e ninguém tem a palavra,

Ninguém quer saber de ninguém,

As paisagens naturais dão lugar a jarros de betão,

Tanta gente criada e ainda se chora por solidão,

Tantas riquezas esbocei e ainda se bebe incerteza,

Tanta comida em certas mesas, e ainda tanta pobreza,

Tantos livros escritos, por almas que já dormem,

E são os vícios que embalam as frases e as consomem,

Pensei nas lágrimas, para quando um sorriso não bastasse,

Inventei a palavra desculpa, para a alma que errasse,

É trágico ver, que errei tantas vezes, vejo o mundo a acabar,

Uns morrem de tantos males, e não há vontade de lutar…

 

publicado por JF às 19:10
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Terça-feira, 4 de Abril de 2006

nunca...

Traços de deusa, com um ligeiro toque de cinderela,

O mundo é apenas um reflexo do quão belo é o sorriso dela,

O olhar é frio, diz proteger-se de toda a gente,

Talvez seja louco, ou então demasiado crente,

Por não desistir…

És meu bem umas vezes, e nas outras és meu mal,

Doce tantos momentos, noutros… amargo sal,

Pouco importa os sabores da nossa vida,

Não procuro redenções nem portas de saída,

Esqueço-me das feridas, dos estilhaços das tuas garras,

Tal como me esqueço dos momentos menos bons,

Não desisto de ti…

Até o céu e a terra por vezes se junta,

E eu…eu não desisto de ti nunca!

 

publicado por JF às 21:06
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Segunda-feira, 3 de Abril de 2006

o tal caminho...

Em baixo,

Desnivelado do mundo,

Vou olhando para cima e procurando uma estrela,

Talvez um dia entenda,

Por que razão a lua é sempre serena,

Aqui em baixo, neste inferno,

Todos são amigos e se procuram ajudar,

Aparece sempre gente a tentar procurar,

A tal estrela lá em cima,

Nunca entendi muito bem o porquê de tanta procura,

Vou mantendo a minha linha, procurando a tal postura,

Dentro das leis dos subsolo,

Onde os reis são os donos de si mesmos,

Aqui não há bem nem mal, e somos todos eternos,

Arrastam-se as pernas implorando o tal descanso,

Mas eu não sou de ficar parado e por isso avanço,

O que busco na caminhada? Pouco importa essa procura…

Esta morte é uma caixa de surpresas, e o seu caminho uma aventura

publicado por JF às 19:02
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Domingo, 2 de Abril de 2006

o sentido...

Deixa-te levar,

Pela imensidão a leste do paraíso,

Caminha por entre a escuridão,

E sente os vultos a passar,

Sente os que te tocam,

Sente os que te tentam abraçar,

Não temas quem te escolhe,

Não temas que a morte te olhe,

Um dia serás pó,

E que mal tem?

Já foi bom teres percorrido este espaço,

Mesmo que ates ou desates o tal laço,

Vai parecer sempre perpétuo,

Serás eterno enquanto não se esquecerem de ti,

Mas…e quando te esquecerem?

Bem, nesse dia serás um de nós,

E vais caminhar, por entre os corpos,

Causando arrepios melodiosos,

E tocando nos outros o que já não temos à muito, os ossos.

Sentes a calma?

Este conforto da alma…

O céu e o inferno nunca existiram,

Os livros sempre mentiram,

É mais um vulto que te sopra ao ouvido…

Mais um que te acorda, e te faz estremecer o sentido!

publicado por JF às 12:15
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Sábado, 1 de Abril de 2006

quisera eu...

Quisera eu ser para sempre,

Ver para sempre,

Sentir para sempre,

Mas o tempo é singular, e não vivemos mais do que uma vez,

Quisera eu conservar tudo para sempre,

Mas…nada dura para sempre.

Amores, posso ganhar e perdê-los,

Sonhá-los e esquecê-los,

Que nunca olho para trás,

Mas as amizades,

Essas fazem-me perder os dias, se tiver de as conservar.

E nada mais tenho a perder,

Se um dia perder o que tenho de mais precioso,

Obvio que...tudo se renova,

E se perde e se ganha,

E a vida é assim mesmo,

Uma avalanche de situações que mudam o rumo das coisas,

E nem sempre se coordena esse rumo,

Mas por enquanto, aqui e agora,

Quisera eu para sempre…

 

publicado por JF às 12:07
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