Quarta-feira, 19 de Abril de 2006

julgamento...

Olha o teu igual e julga-o diferente,
Julga-o, mas olha-o de frente,
Deixa ser chama, deixa ficar o pó,
Diz o que tens a dizer sem medo de ficar só,
Julga o mundo, sem medo de o quebrares,
Chora pelos que perdes-te, na dor de os lembrares,
Grita pela saudade, que te aperta hoje o peito,
Bate em quem tens de bater, e nos outros de direito,
Suspira por fim, no sossegar do dever cumprido,
Ao abrires os olhos terás tudo o que um dia esteve perdido…
 
publicado por JF às 00:14
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Segunda-feira, 17 de Abril de 2006

O rabisco...

Era azul,
O tal mar que me encheu a recordação,
Pintura de um artista global,
Tudo estava certo, do principio ao seu final,
As ondas, abraçavam as rochas,
Tocavam a areia, tímida no seu cargo,
Faziam bailar os corpos, e o casco do tal barco,
Que viu o sol adormecer naquelas águas,
E viu nascer a lua naquela noite imaginária,
Certo de não ser para sempre, rabisquei no meu papel,
Podia não ser parecido, mas foi um retracto fiel,
E ao acordar olhei de novo, e tudo tinha mudado,
Só no papel continuava aquele quadro que só eu tinha criado.
publicado por JF às 16:14
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Sábado, 15 de Abril de 2006

Certo e confuso…

Desta vez pode ser diferente,
Quem dera que fosse,
Desta vez tudo vai dar certo,
Quem dera que desse,
Amanha, tudo pode ser brilhante,
Quem dera que reluzisse,
E que nunca se esquecessem as coisas que dizemos,
Desta vez, eu já não vou cair,
Quem dera que caísse,
Desta vez, não me vou deixar cegar,
Quem dera que escurecesse,
Amanha, vai ser como foi hoje, mais um dia sem ti,
Quem dera que aqui estivesses,
E que não nos magoássemos com as coisas que vivemos…
 
publicado por JF às 15:04
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Sexta-feira, 14 de Abril de 2006

obrigado...

Volta a escorrer por mim,
Poesia,
Pedaços de versos mudos,
No sobressalto da alegria,
Penso de novo, com tudo se iniciou,
Anos passados, num futuro,
Que ainda agora começou,
Pontos finais, virgulas, coisas banais,
Consoantes, interrogações e vogais,
Circula-me nas veias esta forma penetrante,
Escrever é estigma, é prazer constante,
Dos meus lábios murmuram-se as rimas,
Suaves e complexas,
E no final, de mais uma história vai o certo e o errado,
Vai a dedicatória aos que me têm acompanhado…
Obrigado!
publicado por JF às 20:46
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Quinta-feira, 13 de Abril de 2006

quisera eu saber...

Será que te perco, se te roubar mais um beijo,
Quisera eu saber,
Se desse mal sofre o desejo,
Desse mal da incerteza,
Como se o espanto o enlouquecesse,
Com se o tempo se esquecesse,
Dos sentidos, da paz de alma, da destreza,
Quisera eu saber,
De que sofre o meu desejo,
Sofre certamente para já,
Da falta do teu beijo,
O meu olhar cega, e fica muda a minha boca,
Quisera eu gritar,
Mas o que sai, é mero desespero de uma voz já rouca,
Quisera eu saber, quantos cantos tem o tem mundo,
Como se os pudesse percorrer,
Sentir se o teu leito tem fundo,
Sem ter medo de morrer,
Por ti, pela tua boca,
Morreria sem me queixar,
Aninhando os nossos corpos, nos despojos da nossa roupa…
publicado por JF às 12:41
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Quarta-feira, 12 de Abril de 2006

vicio de aprender...

Fecha os olhos, sente os segundos a passar,
Fecha os olhos, vive o que tenho pra contar,
O dia nascia, tudo surgia, como se fosse a primeira vez,
Hoje a primeira aula é com a prof. De português,
Uma seca, não lembra nem ao ser mais cuidadoso,
Ter de ir para a escola, dá sentimento duvidoso,
Passa depressa, os anos vão assoprando velas,
As amizades ficam fortes e não queres perdê-las,
Tudo se transforma, a pouco e pouco e sem maldade,
O pó de giz nas mãos vai provando a realidade,
E hoje é o primeiro dia, que te sentas do lado de lá,
Vais ensinar, vais aprender, ser carinhosa, ser má,
Meter nas cabeças adormecidas, conteúdos de origem,
Nas cambalhotas da vida não há espaço para vertigem,
Não há desistência, nem medo de falhar,
Métodos e planos, só servem para atrapalhar,
Sê mágica, sê mestre, sê irmã e amiga,
Ensina aos miúdos como vive a formiga,
As batalhas que trava, em prol do objectivo,
Pega numa folha e mostra-lhes como ser criativo,
Rasga as folhas sem medo de falhar,
Pega nos objectos sem ter medo de agarrar,
E amanhã, quando abrires os olhos, voltou tudo ao inicio,
És de novo criança, de novo aprendiza, viver será o teu vício.
 
publicado por JF às 12:29
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Segunda-feira, 10 de Abril de 2006

pontos de vista...

Bem-vindo ao passado,
Estaria eu…errado?
Quando provei o tal veneno,
Que me fez grande quando era pequeno,
Que me fez ver, o que nunca devia ter visto,
Estaria eu errado? Eu insisto,
Tenho noção do pecado, eterna maldade,
No depois do dizer, na palavra saudade,
Dizia tantas coisas, certas ou talvez não,
Procura-se a solução, para quebrar a sedução,
Dos teus lábios sedosos e quentes,
Os tais que deixam corpos dormentes,
E que me fizeram crescer,
Evoco a rapidez como a vida acaba,
E volto atrás no tempo, pela tal estrada,
Que me trouxe a este sonho,
E que me fez acordar…
Nas histórias deixo pistas,
Não existe verdade, apenas pontos de vista.
 
publicado por JF às 13:42
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Sábado, 8 de Abril de 2006

Um inicio, um meio e um fim...

Eternos sofredores?
Somos todos,
Uns mais outros menos é certo,
Por estar longe ou tão perto,
Todos um dia perdemos algo ou alguém,
E quem não sofre por isso?
De amores?
Se calhar não sofro porque não me prendo a eles,
Nem me deixo prender,
Ouço vozes daqueles que se penitenciaram,
E vou suspirando que espinhos de rosas sempre magoaram,
E vai ser sempre assim,
Um pouco de mim, um pouco de ti,
Um inicio, um meio, e um fim…
publicado por JF às 13:35
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Sexta-feira, 7 de Abril de 2006

Xadrez...

Pedras de xadrez em posição,
Joga, é a tua vez,
Corres riscos e pesas os passos,
Nos sorrisos hoje escassos,
Nos jogos que partilhamos,
Pontos finais, nas entrelinhas dos jornais,
Risos colaterais, cenas banais,
E afinal quem tenta a sorte?
Certamente nenhum de nós,
O risco é pouco mais que zero,
Na chama de ser sincero,
E não querer enganar ninguém,
Poucos são os que arriscam,
Mas arriscar é a certeza,
Ponto assente dessa forma, no vislumbrar da riqueza,
Discreto, observo-te de longe,
E deixo escapar as primeiras palavras,
Certas e erradas,
Mas tu não ouves, nem sentes,
Elas passam-te perto, quase rentes,
Arrepiam-te a pele, mas não falam contigo,
Por enquanto fica a tal capa do bom amigo…
 
publicado por JF às 17:49
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Quinta-feira, 6 de Abril de 2006

a vida e suas cores...

A vida e suas cores,

Submersa de vontades, e de sabores,

Dançam os rasgos que criamos no vazio,

São sorrisos, são abraços, quem não os sentiu,

Bebemos dos lábios, e sentimos nossas palmas,

Palavras a mais, no colorir das nossas almas,

Correm rumores que a vida é cinzenta por vezes,

Pega numa cor e afaga esses dizeres,

Acaricia os rostos que te olham, no singular da sua arte,

Move o teu corpo, dobra-se o tempo e parte,

Para um lugar onde as cores valem mais do que a voz,

Onde as frases são pinceladas e não nos desenham sós,

Perdidos de sentidos e ténues de luz,

Aqui no nosso cantinho, é a tinta que reluz,

Salpicam-se as vontades e misturam-se os sonhos,

Assombra-se a memória por sentir o que vêem nossos olhos,

Crescemos demasiado? Há tanto que não sentia isto,

Estava escrito, estava preparado, mas é sempre imprevisto,

Tal como a vida, nos seus caminhos mais estreitos,

É nesta noite que te olhamos, e chamamos os direitos,

Tens direito de sentir, de lutar, de sorrir, de chorar,

Tens o dever de saber esperar, de viver a intensidade, de amar,

Arrependidos?

Bem vindos à vida, na sua forma mais simples…

 
publicado por JF às 17:58
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