Sábado, 21 de Junho de 2008

vazia...

É só mais uma mesa vazia…
Enquanto dormes no teu quarto e escrevo, prescreve o prazo e tudo se consome,
As vontades, as meiguices, os queixumes…até o fogo já dorme,
Nada resta, nada ficou,
Apenas mais uma mesa vazia.

Por entre artefactos de viagens que não fizeste conheço-te o mundo,
O teu, onde jamais me deixarás entrar, onde as cadeiras são singulares…
Todas elas já ocupadas, por corpos criados de um romantismo já extinto,
Desse teu mundo nada restou…
Apenas uma mesa vazia.

As imagens desfocadas tentam esconder a verdade,
A solidão da sala esbate-se no branco das paredes,
Os pratos vazios, a á
gua que corre, a cama fria…
O mundo dos sonhos ruiu, e o que ficou?
Apenas mais uma mesa…vazia.

publicado por JF às 01:49
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Domingo, 15 de Junho de 2008

numa banda sonora...

Dás-me prazer, fazes banda sonora,
De manhã, antes de ir embora,
No caminho, pela estrada feita de pedra,
Nos miúdos que jogam à bola, sem regra,
Livre no espaço em que me envolvo,
Misturo-me com o povo,
E revolvo a cidade, as luzes que apagam,
Os dias que nascem,
Tu para mim és a base,
Eu não vivo no quase,
Para mim é tudo ou nada,
Da manhã à madrugada,
Faço sorrir a namorada,
E lá vou eu,
Caminhando no breu,
Procurando o meu céu,
Agarrando o que é só meu,
No passo a passo do caminho,
Vou sozinho,
Por aí, por aqui, nas voltas da tal montanha,
As caras só me dizem o que o corpo estranha,
Entranha, condena, protesta,
Ouvem-se gritos de fundo…é festa,
De alguém suspeito hoje,
De onde o corpo já foge,
no passar dos vinte anos,
somos humanos,
sem caminho como queiras,
mas caminho para um lugar,
descoberto por mim,
na minha paz interior,
é doce o sabor…
da tua boca,
quando me toca,
assim que chego,
desassossego, o teu mundo,
revolvo a tua casa, desarrumo a tua roupa,
toco-te a boca, deixo-te louca,
e o que é perfeito está feito,
no doce preconceito que é fazer alguém feliz,
eu sei o que fiz, desde que saí de manhã,
beijo na mamã,
cara pouco cristã,
sono pouco curado, olho aberto, olho fechado,
ainda não te tinha visto, nem te tocado,
ate te ver no fim do dia, desta história tão difusa,
confusa?
O meu labirinto é assim…
Como tu és para mim,
História aberta em Ser ruim,
Sombras dissipam as luzes que encaixam,
Nos beijos mal dados, nas dores que hoje passam,
A rua é a mesma de há tantas histórias contadas,
Com a tua silhueta, as tuas mãos encantadas,
Dá-me cor ao mundo e vê-me voar,
Faz-me feliz no momento, és capaz de me fazer voar?

publicado por JF às 23:49
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Segunda-feira, 9 de Junho de 2008

leve gelo...

A música já não quer saber, o que sinto.
No traço leve do gelo, que derrete em absinto.
Já perdes-te alguém?
Já quiseste alguém?
Quem? Diz-me que mal tem.
Foi assim que começou…nas perguntas mais directas,
Como se o sol fosse o teu dono,
Esqueço as cenas concretas,
Hoje o filme não tem estéreo, é Mono,
A preto e branco como manda o mandamento,
Rosas cinzentas no chão, queimam o perdão,
Do tal olhar mais lento,
Tudo tem uma razão.
Hoje a minha és tu,
Tudo pode ficar perdido, se não me quiseres ouvir,
Tudo pode deixar de existir, se não me desejares sentir,
Sou mortal de mais para esperar o teu tempo,
Não me mostres o lugar, eu nunca me sento,
Eu nunca me canso, quero sempre mais,
Ver quando tu cais, ver quando tu sais…para onde vais.
Basta olhar e ver…
A música já não quer saber, o que sinto.

publicado por JF às 18:44
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Quinta-feira, 5 de Junho de 2008

explodir...

Explodir
Deixa-me ir, fazer o corpo fluir,
Roer os dedos dos outros,
Queimar as pestanas aos socos,
Chorar e rir ao mesmo tempo,
Partir os vidros sem lamento,
Revoltar todo o meu mundo,
No fundo, eu nunca soube parar,
De querer mais. De mim para mim.
Eu sou assim, fatal no meu traço,
Explosivo na intromissão do meu espaço,
Quem és tu para me mudar.
Deixa-me ir, fazer o corpo ruir,
Morder unhas alheias, quebrar ossos mais frágeis,
Só os mais fortes ficaram,
Deitados no chão a rezar para que não os veja,
Seja porque seja, deixa-me explodir,
Algo cá dentro precisa de te pedir…
Deixa-me ir.

publicado por JF às 18:41
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Domingo, 1 de Junho de 2008

o que faço bem...

 

Não quero que chores por mim,
Sorri assim, rasgado nesse olhar,
Saber amar é sempre um dom,
E eu quero saber-te amar.
Até ao fim, dos meus dias, pecados e fantasias,
Só pergunto no fim, se era tudo o que querias,
Dizes que sim, que é bom estar assim,
Deitados no verde suspirar do nosso tempo,
Confundir-te ainda tento,
Tantas vezes o lamento, porque apenas quero ver-te sorrir.
Não chores por mim, por minha causa,
Quero desenhar-te o sorriso do jeito certo,
Se o filme passa rápido faz “pausa”,
Mas deixa-me mostrar-te o detalhe,
Quero fazer-te feliz,
Como a mais ninguém o quis,
Gosto da forma como tu ris,
Como te arranco essa amarra, de uma cara quase triste.
Vem comigo vem, para lá do que o mundo tem,
Só comigo, sem mais ninguém, anda vem,
Às vezes faço-te mal, vem sentir o que faço bem…

publicado por JF às 13:04
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