Terça-feira, 27 de Maio de 2008

puro pecado...

Deixa-me salvar o mundo, explodir com mil cabeças,
Derrotar os heróis, escrever últimas sentenças,
Sentir o sangue escorrer, até à ultima gota,
Cortar pela raiz a flor, que do chão ainda brota,
Deixa-me salvar o mundo, quero queimá-lo ainda vivo,
Roer laços e estilhaços, para isso ainda sirvo,
Espetar lanças em arcanjos, queimar asas aos marmanjos,
Mostrar por A mais B que ainda somos todos anjos,
Com vontade de matar, de pecar, de ser cruel,
Quero esgotar todo o mel, para embalar o tal fel,
Deixa-me salvar o mundo, vou fazê-lo sofrer,
Dar-lhe vida novamente, fazendo-o primeiro morrer,
Quero mostrar que não há, vitória sem derrota,
Solidão sem escolta,
Nem desejo, sem pecado, ou amor sem razão,
Mas solidão…só essa tem explicação.
Deixa-me salvar o mundo, salvar-te de mim,
Numa história com fim,
Sem ser feliz ou infeliz, criado sem preconceito,
De fino extracto e sem direito,
A um aplauso final.
Quero salvar o mundo, tirando de cena o único culpado,
Inteligência não é arma…é o mais puro pecado.

publicado por JF às 22:47
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Sábado, 24 de Maio de 2008

perde-me de vez...

Perde-me de vez, só desta vez, sem sim nem talvez,
Onde o teu nome me chora, onde o teu rosto devora,
Tudo o que ainda crês,
E que descobriste depois de eu ir embora.
Desde que entraste no meu mudo, tudo muda de cor,
Tudo gira rápido de mais, não consigo agarrar nada,
Tudo muda de sabor,
Todos os trilhos são agora estrada…
E nunca sei por onde ir,
Quero ficar, quero partir,
Na inconstância do que sinto, nas verdades quando minto,
Bem vinda…ao meu maravilhoso…labirinto.
 

publicado por JF às 12:19
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Terça-feira, 20 de Maio de 2008

o piano...

Faço-o por desejo, toco piano neste momento,
Cada dedo uma letra, cada olhar um elemento,
Pianista inoportuno, o que te acorda nesta noite,
O meu piano não toca, mas escreve certezas de morte.
Da vida tiro o proveito, fruto e direito de todos os deveres terrenos,
Somos pequenos, para saber de mais, mais do que devemos,
A minha tela só me mostra o que vos digo,
A rima é solução e conquista, abismo e meu abrigo.
Quero fazer amor contigo, assim, sempre assim,
Com os dedos no piano, sem ter medo do fim,
Doces pecados contam segredos, hoje sou senhor soberano,
Entre sonhos e pesadelos…é sempre o teu nome que chamo.
Chamo Poesia, serenata de alegria onde toco e escrevo em desespero,
És fantasia, abrigo, nas noites mais frias és tudo o que quero.
Saberei eu tocar-te como tocas a minha vida?
Lembrar-te-ás de mim, quando a minha mão for esquecida,
Rodo no compasso, do pedaço de chão que já não piso,
Juro não tocar mais nas tuas recordações, nem ver o teu sorriso,
Mas chamo por ti…
Quero fazer amor contigo, assim, sempre assim,
Com os dedos no piano, sem ter medo do fim,
Doces pecados contam segredos, hoje sou senhor soberano,
Entre sonhos e pesadelos…é sempre o teu nome que chamo.

publicado por JF às 19:09
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Sexta-feira, 16 de Maio de 2008

ninho...

Pronto para ir, temos vinte palavras para salvar este mundo,
A terra já abre brechas, as lágrimas já molham o chão,
O deserto já queimou meio globo, não há água neste fundo,
Vinte palavras de condenação, dez de perdão, outras tantas de coração.
Tic tac, mais uma torre que cai, mil frases por dizer,
Hoje o teu perdão faz parte da minha chaga,
Aconteça o que acontecer,
Já me bastam as tuas promessas, vencidas de validade,
Queimas-me os olhos em delírios,
Das vinte eu digo a primeira, Verdade.
O que fazes por mim? Quando o teu mundo acabar?
Nada mais te segura, nada te impede e desistes,
O amor não fere, mas tu já estás a sangrar.
Tem cuidado com o que pedes, sonha bem baixinho,
Não vá o chão fugir para longe,
Caindo assim longe do teu “ninho”.

publicado por JF às 18:57
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Segunda-feira, 12 de Maio de 2008

outro lado...

Um minuto depois, já passou, a vontade de crescer, de viver mais…
Somos tudo e tão pouco, que o nosso corpo apenas nos faz doer,
Procuro noticias, motivações caídas de historias reais,
Quero vento para beber, vida para ganhar, sorrisos para perder.
A minha paciência esgota-se quando dizes “não quero mais”…
Raros os tempos em que o tempo passou sem darmos por isso,
A aflição agora termina, no momento em que te esqueço, quando sais,
Não me perco no embaraço, não procuro reacções, apenas não dramatizo.
Porque coleccionar os momentos vai sempre a minha rima,
Mesmo que o tempo me mostre que desde o inicio estive sempre errado,
O meu propósito é causar arrepio de cima para baixo, de baixo para cima,
E se não estás bem aqui comigo…muda, haverá sempre outro lado.

publicado por JF às 20:48
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Quinta-feira, 8 de Maio de 2008

sou assim...incompleto

Não sei para onde ir mas…se quiseres eu danço contigo,
Está quente aqui, onde o sol já não se põe,
Suponho que me adoras mas…ainda me intrigo,
Ainda é doce o abrigo, mas o meu peito já dói.

Sei que todos os dias te perco mais um pouco,
Como areia que escorre por entre os dedos menos cerrados,
És nome que choro, paixão que ainda invoco,
De olhos abertos, de olhos fechados.

Todos os dias que passam sem ti, tenho-te menos um dia,
Estando longe de ti, sou imperfeito, de curto dialecto,
Das horas sem o teu toque, cessa a magia,
Quando estou longe de ti sou assim…incompleto.
publicado por JF às 00:48
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Domingo, 4 de Maio de 2008

quero-te comigo...

Quero-te comigo assim, olhar em mim, dizendo que sim, ao doce sabor dos meus lábios,
As sombras sofrem por nós, por não definir um só corpo, soltam-se sorrisos vários,
És minha, sou teu, numa cama vermelha de amor, de paixão, de prazer de …
Então, porque não voar? Porquê parar se o que queres é beber a minha alma,
Tiras-me a calma e pedes-me para não parar…queres ter mais e juras não acordar,
De um sonho que é só nosso, é meu, é teu, das sombras que sofrem outra vez,
Em boa altura proclamo o teu nome, quando queres o meu embalo,
Quando mostro que não calo, quando mudo o teu perfume,
Quero-te comigo, assim…sem principio, sem meio e sem fim,
Sentir-te apenas, beber a sumo da vida…e querer mais.
Acordar de manhã e sentir que por muito que o mundo tenha girado,
Os sonhos quebrado, por muito que os tempos tenham fim,
Algo não mudou durante a noite…ainda gosto de ti.
publicado por JF às 20:41
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Quinta-feira, 1 de Maio de 2008

quero-te mais ainda...

Invocam-se nomes, verbos de amar e dizer quero mais,
Não tenhas medo quando voas, eu agarro-te se tu cais,
E nos meus braços tudo toma outro sabor, doce calor,
Quando te olho nos olhos e contemplo o teu amor,
Quero-te em mim, dentro do peito, risco a direito…
E pinto o teu sorriso, preencho, pesquiso e aceito,
O doce beijo, provo a tua pele, conservo o teu gosto,
Pinto finalmente teu sorriso no lado certo do rosto,
És minha, sou teu, entre Julieta e Romeu,
Escolho uma história só nossa, o cenário é o céu,
E dormes junto a mim numa nuvem só nossa,
Canto no teu ouvido enquanto o mundo se adoça,
Para te receber no seu leito,
Deito e espero o tal efeito,
Do elixir que cria a magia, na proporção certa do tal desejo,
É então que acordo da noite passada contigo e…
É incrível, ainda anseio o teu beijo.
Não me canso de te querer, e preparo a minha rima,
Por saber quanto te quero digo…quero-te mais ainda.
publicado por JF às 16:42
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