Sexta-feira, 25 de Abril de 2008

no momento em que te sonho...

Quero apagar-te de mim, dos sonhos, das promessas caídas como as folhas no Outono,
Desligar-me como as luzes das ruas quando o dia amanhece de novo…
Mas não consigo, no momento em que te sonho, no momento em que te sinto.

Queria saber esquecer o teu cheiro na minha roupa, o teu abraço no meu corpo,
Soltar-me das linhas que desenhei, que tracejei, que projectei em ti…
Mas não consigo, no momento em que te quero, no instante em que te espero.

Gostava de perder o sentido da palavra saudade, do que é inesquecível no teu rosto,
Desamarrar-me dos laços que segundo a segundo se criaram, como por magia…
Mas não consigo, no ensejo em que te chamo, na circunstância em que te lembro.

Desejava saber dizer já chega, mas eu quero sempre mais, mesmo das histórias banais,
Desatar-me de nós, do som da tua voz, quando embarga de desejo, eu queria mas…
Não consigo, abrir as portas do abrigo em que me escondi, sonho-te aqui, declarando o teu fim.
publicado por JF às 13:36
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Sexta-feira, 18 de Abril de 2008

não te deixes adormecer...

Desistir porquê? Na vez de quem se só tens uma tentativa?
Desprendem-se amarras da rima e narrativa,
O universo observa a forma como tocas nas coisas,
Desde que nasces, ou no jardim quando baloiças,
És como a água, com missão nesta vida,
O rio atinge os objectivos porque aprendeu a contornar os obstáculos,
Contorna-os tu também, segue em frente,
Sangue frio em sangue quente,
Não te deixes adormecer.
publicado por JF às 17:47
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Terça-feira, 15 de Abril de 2008

se eu pudesse....

Se eu pudesse, roubava o tempo do mundo,
Fazia cada momento durar mais um segundo,
Em cada beijo um sentido, um olhar mais brilhante,
No traço do teu rosto, quero sair triunfante,
Criar o sorriso, mantê-lo, vê-lo maior,
És a minha diva, fazes a minha vida melhor,
Cada beijo que voa, deixa frases soltas,
A noite ainda não foi, só pergunto quando voltas,
Quero-te comigo, ao meu lado, agora e sempre,
Em dias não acreditei, mas por ti eu já sou crente,
Sou o teu criador, em momentos singulares,
Na troca dos nossos beijos, no brilho dos nossos olhares,
Deixa-me levar-te, a voar por aí, sem destino e sem fim,
No tudo ou nada és assim, tudo para mim,
Se eu pudesse, roubava o tempo do mundo,
Fazia cada momento durar mais um segundo,
Fazia da chuva tua dança e teu abrigo,
Mudava o tempo e estava todo o tempo contigo.
publicado por JF às 19:42
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Sábado, 12 de Abril de 2008

puzzle...

Onde estão as cartas deste jogo?
As peças do puzzle que juntos montámos.
Os segredos desvendam um criador que não sou,
Mostro o que tenho, mas não me dou,
Porque se sofrer é uma doença, quero morrer depressa,
Esqueço o que importa, fico com a única coisa que resta,
Algumas cartas de um jogo complicado de jogar…sozinho,
Os corpos vão ficando estranhos e não pedem carinho,
Os olhares frios congelam as ideias mais criativas,
Dizes: “já não me motivas”.
Ficamos perdidos entre palavras vazias, noites frias,
Colando as fotografias rasgadas, lambendo as feridas,
Onde estão as cartas do jogo agora?
Porque levas algo que não é só teu?
Trocas a terra pelo céu,
E fica tudo de pernas para o ar,
Não há volta a dar, não há volta a dar,
Hoje o jogo é curto, e eu não quero mais jogar.
publicado por JF às 21:01
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Quarta-feira, 9 de Abril de 2008

amor de...

Expressividade - Sempre para sempre ( Donna Maria )
publicado por JF às 22:27
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Terça-feira, 8 de Abril de 2008

terapias (capitulo IV...fim )

             Com pensamentos recatados que guardas só para ti, tens a chave para o meu sucesso, mas não me dizes o que queres, esperas que adivinhe e tornas tudo confuso, és básica, como eu, como todas as pessoas que até hoje conheci, são básicas todas as mulheres, de tal forma básicas que querem atrapalhar e confundir, para que alguém um dia lhes diga…és complicada mulher. São tudo belelas, mentiras, atrufios de mentes demasiado inteligentes para serem felizes, apenas porque sim, apenas porque se sentem assim. É então que te olho fixamente, até que sintas aquele frio do silencio…aquele silencio que faz comichão, porque te olho como quem lê a alma, há uma intimidade que é trespassada por um olhar mais fixo, preso em nós, por um tempo indeterminado, é território proibido porque os olhos são o espelho da nossa alma. É então que foges e dizes que nada disto aconteceu, vais para casa tentar pensar, enquanto eu vou rindo quando me lembro desta história, vais para casa tentar entender o que te fiz eu, onde toquei para activar tal loucura instantânea, o que fiz eu em ti, em tão pouco tempo. É simples linda…a inteligência é uma propriedade perigosa para quem não a domina na plenitude, mas para mim…será sempre a minha melhor arma. Queres brincar comigo?

publicado por JF às 19:19
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Sábado, 5 de Abril de 2008

terapias (capitulo III )

           Na realidade todas as relações independentemente de género, são um pingue-pongue, uma luta de sexos, de forças, de vontades, de crenças, muitas vezes nem nos apercebemos e já estamos a jogar sozinhos…outras vezes simplesmente precisamos de mudar de campo, voltar a servir, voltar a fazer com que a bola role de novo, esperando que do outro lado esteja alguém capaz de apanhar a nossa jogada e que, por fim a felicidade chega, quando conseguem jogar connosco. Eu só quero que jogues comigo, da mesma forma como jogo contigo.

publicado por JF às 20:35
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Sexta-feira, 4 de Abril de 2008

terapias (capitulo II )

     Pedes-me para adivinhar o que queres…mas essa é a humanidade das coisas, para que querem as mulheres que adivinhemos o que se passa deixando pequenas pistas, obviamente que adivinho mas…e se não fosse eu aqui agora…é tão mais fácil falar, da forma como pensas, da forma crua como soletras as palavras na tua mente…nem que seja um…”não me deixes assim”, “faz assim”…”toca ali”, mas tudo bem, a exploração começa, tudo o que interessa está do meu lado, é o toque suave e abstracto, a boca pequena que se transforma em gigante, que arrepia triunfante cada pedaço de pele, cada beijo é uma história, estás louca por me ler, cada arranhão um sabor, estás doida por os conhecer. Deixo-te voar, até te trazer novamente para o chão “não sei se devemos, temos de parar por aqui”…lá vem o clarão, como é humana a sensação de que podemos perder num instante, tudo o que parecia ser nosso. Chega então o orgulho, aquele que responde “sim, é melhor ficarmos por aqui”, como se fosse necessária uma resposta desse género, quando o corpo nos diz….”não, por favor….não, mata-me por favor”.

publicado por JF às 00:08
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Quinta-feira, 3 de Abril de 2008

terapias (capitulo I )

       Desperto os sentido em ti, eu sei, desperto sensações incontroláveis, suspiros inigualáveis, pensamentos que nunca quiseste descrever…é então que te pergunto, “o que estás a pensar”…”descreve”, e tudo explode, o que queres, onde queres, de que proporção falamos nós, daquela que embarga a voz, que nos deixa frágeis de mais para alguém nos pegar com carinho, eu neste momento estou sozinho, queres ver como tudo pode ganhar outras dimensões, concretizas sensações e descreves o que queres, eu desço um degrau e olho-te nos olhos, brinco contigo e apresento-te a tua insegurança, “calma linda, talvez seja melhor não” do fogo ao clarão, a realidade pode matar, mas nunca mata, apenas dá mais sede.

publicado por JF às 18:58
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