Terça-feira, 29 de Janeiro de 2008

o piano...

O piano jorra no chão, pede perdão,
Por todas as vozes que ecoa,
Doce Lisboa, de onde o rio me reflecte a cara,
Arranca e dispara, hoje os sonhos ficam por escrever,
Já esperei de mais, pensei de mais,
Com um bocado de tempo mudei todos os canais,
Quero-te a ti, ponto final,
Doce e com sal, de mar e de rio,
De fio a pavio, conhecer o inesperado,
Desculpa se não fui educado,
Pouco me importam as teorias,
Na prática só espero que te rias,
Porque esta história ainda vai dar que falar.
Doce pecado,
Tu queres, mas eu faço-te esperar um bocado,
Nada pode ser dado de mão beijada,
Doce enamorada, nessa cadeira encostada,
Se sou fácil tu deitas fora, se difícil por mim imploras,
Numa mente humana tão pouco sã,
Tão fútil, tão básica,
Numa fábula um pouco trágica,
Essa história prometia romance,
Talvez eu me canse,
De ver tudo tão cinzento,
E te pinte no meu quarto,
Com cores de amor e fino extracto,
Só assim perco a razão,
Consumo o orgulho e a questão…
Será para sempre?
Só mais uma vez, deixa-me tentar desta vez,
Dobrar o sim em sorrisos, queimar o não,
Enquanto o piano desafina e escorre no chão.
publicado por JF às 23:50
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a minha escolha, musica e video, perfeito

publicado por JF às 23:45
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Sábado, 26 de Janeiro de 2008

rima ferida...

E agora longe de ti, que história?
Dos laços e traços,
Nos rombos da memória,
Que momentos se desprendem?
Imagens e passos,
Nas forças que se rendem.
Lutamos de mais, batalhas perdidas,
Os corpos no chão,
Lembram-nos as feridas,
Eu nunca quero perder,
Mas nada dura para sempre,
Não quero temer,
Mas tremo na tua frente,
E de palavra apontada,
Deixas escorrer a solução,
Da rima falhada,
Quebra-se esta ilusão.
publicado por JF às 13:13
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Quarta-feira, 23 de Janeiro de 2008

restos no chão...

         Há restos no chão…silêncios, perdão, há vidros no chão, espaços em vão…já vi o tempo correr, tenho mil histórias para contar, vi coisas acontecer, em mil sonhos por desvendar.
        Há sede na voz, pedaços de nós, há espaço aqui, que fiquemos a sós…já vi a tinta escorrer, nada pinta essa tela, tenho espaços por preencher, palavras por dizer, forças por perder.
        Há tempo de mais, nas frases banais, há frio de mais, na cama de onde sais…já vi historias de amor, pedaços de dor, caídos no chão, já vi fotografias rasgadas, do tempo apagadas, porque todos nós falhámos, já vi, o momento que perde, na noite que sede, onde a agua só escorre em nós, já vi os olhos molhados, de inferno afamados porque hoje é um fim.
        Há restos no chão, silêncios…perdão, há sede na voz, pedaços de nós, há pedaços de dor, espalhados no chão, em olhos molhados de inferno afamados porque hoje é o fim.

publicado por JF às 20:15
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Quinta-feira, 17 de Janeiro de 2008

onde o sol brilha mais...

      A minha felicidade é o reflexo da tua satisfação, é doce a porção, de sentimentos que nos fazem levantar os pés do chão…pouco me importam os lamentos, as intrigas com ou sem fundamentos, guardamos momentos, queimamos tormentos, porque no fim…somos um pedaço de céu, onde o sol brilha mais.
     As ideias que me assaltam vão roubando minhas vontades, amarga realidade quando não te tenho onde te quero, não te toco onde te espero e tudo fica para depois, para um dia depois, para uma hora depois, onde as histórias se encontram e fazemos rimas nós dois, pouco me importam lamentos, se estiver de bem com a vida a vida faz-me bem, não sei quem tem, a culpa, desculpa, mas eu não condeno nenhuma luta e vou rindo por te ver tremer, não sabes onde estás, nem o que vai acontecer, deixa correr, faz o que tens a fazer e deixa-te levar…deixa-te levar para lá de onde nasce o mar. Fico sem justificações para não ter um final feliz contigo, diva de mil cores onde eu quero sempre mais, és aquele pedaço de céu onde o sol brilha mais.

publicado por JF às 23:34
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Terça-feira, 15 de Janeiro de 2008

leva-me contigo...

      Fazes-me sorrir, mas…não me deixes ficar, quando tens que ir. 

     Apagam-se as luzes devagar, quem dera que tudo fosse assim, tão sincronizado…tão perfeito, aqueces o meu peito quando te aninhas em mim, será sempre assim? Talvez não, porque não? Ilusão tão passageira esta.
     Momentos de felicidade são especiais de mais para durar para sempre, simples de mais para complicar, mas nós, nessa forma e nessa mente, complicamos de mais, explicamos de mais, queremos sempre mais, deixamos tinta correr.
     Eu até posso perder, mas vou lutar até ao fim, luto por ti, luto por mim, não desisto dos meus planos, rasgo roupas e outros panos, porque no fim, tudo será assim…um momento especial.
     Queria dizer-te as palavras certas, as frases directas, nos momentos em que baixas os olhos e fazes rosar tua cara, pinto as folhas com a tua cor mais rara…e deixo-te ir.
Fazes-me sorrir, mas…não me deixes ficar, quando tens que ir.

publicado por JF às 18:41
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Segunda-feira, 14 de Janeiro de 2008

ao teu lado...

     Já pensei, em todas as coisas que me mantêm acordado nesta noite, fico sem argumentos para sonhar mais, mudo os canais, conversas banais, sortes e azares, promessas e histórias fatais. Os segundos do meu tempo prendem-se no momento, em que o teu suspiro me arrepia a pele, ainda estás na minha mente.
     De repente, as letras perdem a ordem e sentido, faz mexer o gemido que implora por se perder em nós, da rouca voz, estamos sós e nada mais parece ter o seu lugar, não te queria enganar mais nesta história pouco clara, tens apenas um lugar, na história que me conserva acordado, o teu lugar, é ao meu lado.

publicado por JF às 19:19
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Segunda-feira, 7 de Janeiro de 2008

bons momentos são assim...

publicado por JF às 18:18
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acabas sempre por fugir...

       Talvez saibas dizer, palavras bonitas, pequenas e secretas aos ouvidos mais sensíveis, talvez te percas nas vírgulas e pontos finais, talvez te assombres com uma língua que não conheces, mas que mesmo assim, te toca os lábios.
       Conheces onde podes chegar sozinha, mas nunca saberás o que és capaz de fazer com alguém, esse medo gela-te os ossos, faz-te rosar a vida, cala-te os argumentos e coze-te a ferida, queres ser maior? Mais capaz, realmente importante em alguém? Mostra-te, sem medos e sem mágoas.
       E pensar que a areia escorre tão depressa pela ampulheta…olha o tempo a ir embora…grão em grão, doce ilusão que te toca, quase conseguias ser feliz mas…
Acabas sempre por fugir.

publicado por JF às 17:49
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Sábado, 5 de Janeiro de 2008

a mais ninguém...

A noite já foi escura de mais, em pouca luz se fez manhã,
É a loucura que importa, tão doce, tão pouco…sã,
Mostra-me caminhos, prometo não os suspirar a mais ninguém,
Acorda-me com um beijo e chama-me de meu bem,
Tudo bem, eu fico bem, podes ir eu não me importo,
Jura-me que voltas antes de o sol se pôr ou eu não me solto,
Não me mexo, não respiro, pouco sinto, é sem maldade…
A única coisa que experimento, são abalos de saudade,
Os segundos do meu tempo podiam ser o teu relógio,
Fazer dos ponteiros nossos corpos e criar meio-dia em tempo lógico,
De uma forma repetida, profundamente constante,
Meio-dia mais meio-dia até que o dia nos canta,
Saberei dizer-te adeus, como o disse a toda a gente,
Vou perder-te e vou chorar-te sempre de forma diferente,
As minhas leis são frágeis de mais, simples de mais,
Para quem tenta complicar, deixa rolar, nem quero saber onde vais,
Acorda-me com um beijo e chama-me de meu bem,
Mostra-me caminhos, prometo não os suspirar a mais ninguém.
publicado por JF às 19:04
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