Domingo, 30 de Setembro de 2007

de elo em elo...

De elo em elo,
Apreciando só aquilo que é belo,
Hoje vou dizer aquilo que não queres ouvir,
As tuas mentiras só me adoçam a boca,
As tuas desculpas não me queimam a roupa
Só sedução, sem ardor, só prazer, só paixão,
Meu amor, já não acredito nos teus actos,
Pactos pouco sinceros em noites já pouco claras,
Podes tentar esconder-te nas palavras,
O teu cabelo preto só tinge a minha sina,
Já não te basta dançar, como dança a bailarina,
De elo em elo,
Apreciando só aquilo que é belo,
As entrelinhas já te amarraram de mais,
Já não entendes se o que lês são só frases banais,
Quero mais, muito mais, um pouco mais que tudo,
O grito mudo, que faz o rouco ficar surdo,
Pois no silencio vejo com clareza os teus passos,
Não acredito mais em ti, já só somos quatro compassos,
A riscar no chão, a rolar salão,
Talvez me tente soltar, tingir a cor do teu cabelo mas…
De elo em elo estou,
Apreciando só aquilo que é belo.
publicado por JF às 20:03
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Terça-feira, 18 de Setembro de 2007

doce e amargo...

Luzes que nascem, já apagaram as cores,
Mil raios ofuscam segredos e sabores,
Para no fim, ficar assim-assim, o cheiro a jasmim,
Quero regras para quebrar,
Doces sonhos antes de acordar,
Mas agora…esperar, esperar,
Quem me diz a mim, o que fazer dos meus dias?
Se quisesses será que pedias?
Sem rodeios, metáforas ou ironias?
Já vi nascer a luz, misturaste-me as cores,
Silencias-te segredos, baralhaste-me os amores,
Para no fim, sair de novo de mim,
Ficar assim-assim, só perto de ti,
Quero musica a estalar dentes,
Dançar até ficarmos dormentes,
Mas agora? O que sentes, o que sentes?
O que disseste um dia já passou a validade,
Tudo é relativo, até a realidade,
Mata-me os macaquinho na cabeça,
Devagar, sem pressa,
Para no fim, ficar só o teu cheiro a jasmim,
Doce e amargo, do principio ao fim.
publicado por JF às 23:59
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Sábado, 15 de Setembro de 2007

tranquilo...

O jonny tranquilo está de volta mano,
Sem pensamento suburbano,
O que vive só por viver, sem nada a perder,
Coleccionando o que tiver de ter,
Do mais e do menos já aprendi os meus pecados,
Não podemos querer viver agarrados,
Com quem não se agarra a nós também,
Vou-me agarrar à minha mãe,
Dona e soberana da minha crença nas mulheres,
Vou bebendo o meu café e dobrando as colheres,
Com os olhos postos no horizonte,
A partir de hoje é assim, se quiseres eu também quero,
Se não quiseres eu não impero,
Porque há sempre mais a descobrir,
Muito trilho minado, muita parede por ruir,
Abri as portas do castelo, venham conhecer o meu reino,
Ver onde eu durmo, ver onde eu treino,
Rir e falar, sentir e gostar,
Façam o que quiserem de mim, eu sei que vou gozar,
Aos amigos uma doce opinião,
Continuem a dar-me razão,
Para nunca vos perder,
Se estou ausente insistam,
Se não respondo persistam,
Porque em todas as batalhas só os insistentes conquistam,
Vou estar mais atento prometo, mais forte do que nunca,
A vontade de vos escrever já me dá frio na nuca,
Obrigado manos, do sangue tiro as palavras,
Que nos une nas histórias contadas, das noites e namoradas,
Que foram passando por nós,
Da minha voz só um ultimo grito,
Serei vosso amigo até ao infinito.
publicado por JF às 19:45
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Quinta-feira, 13 de Setembro de 2007

o tempo outra vez...

São sinais, dos tempos, duma mudança,
Tu já cresceste e não te vês mais criança,
Enche o teu copo, conta-me os teus pecados,
Podíamos ser perfeitos, mas ás vezes estamos enganados,
Somos diferentes, semelhantes e iguais,
Partilhamos sonhos, desejos e frases banais,
Da vida tiramos o passe para nossa sorte,
Se não viveres agora, não vives para lá da morte,
O piano já toca, já vês os putos no chão,
A brincar no teu soalho, bola rola no alcatrão,
Dos amigos que tiveste, poucos foram guardados,
Muitos fugiram para longe, muitos continuam sentados,
Na esperança de um dia, aprender a resistir,
Á mudança dos tempos que nos faz esquecer e partir,
Na pele enrugada as marcas de uma vida feliz mas cansada,
Notas nos olhos dos teus uma alma amargurada,
Não podes ser para sempre, ver para sempre, estar presente,
Doce passado, que nos dá o que hoje agente sente,
Costumávamos ser assim, observadores do imediato,
Hoje não temos tempo para pensar, nem ver, nem partir o prato,
Que nos reflecte a tal imagem, de ilusão de paisagem,
Que no final de contas marca mais que tatuagem,
É para sempre, o tempo que passou fica para sempre,
Diz adeus aos teus sentidos, abandona tua semente,
O tempo já passou, quem viu sentiu e coleccionou,
Quem perdeu caiu, pôs as mãos na cabeça e chorou,
Que me desculpem os erros, as condenações e afins,
Que me perdoem a distancia, daqueles que vi de petiz,
Mas deixei o tempo fazer, o que sempre tive medo de sentir,
Deixei correr, escorrer…e já vos vi partir.

publicado por JF às 23:31
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