Sexta-feira, 17 de Agosto de 2007

brinquedos...

                          Quantas vezes nos perguntamos o que é o amor? Talvez a resposta seja mais simples do que todas as palavras que o definem.


      O amor é um brinquedo, nas mãos de uma criança, quantas vezes damos por nós a olhar os nossos brinquedos? A tirar-lhes as cores, a sentir-lhes as formas…fazemos experiências, como caem, como não se partem, qual o som que fazem.
      Quando entra no nosso quarto, o nosso canto, um brinquedo novo sentimo-nos…eufóricos, curiosos, queremos mexer, experimentar, tocar, fazer correr, muitas vezes testamos a sua resistência deixando-o cair, talvez se parta, talvez não.
      Como todas as novidades o tempo que passa transforma o que foi novo, em algo já conhecido, usado, muitas vezes desgastado e quem sabe muitas vezes sem mais utilidade. De que nos serve um brinquedo usado se não brincamos mais com ele? Não nos serve de nada.
       Um dia numa daquelas arrumações onde encaixotamos os livros e jogamos fora as roupas antigas também o brinquedo se vai, não lhe notamos mais a utilidade de outros tempos, o companheirismo de outras marés, não nos desperta mais aquela sensação de euforia, de curiosidade.
       Talvez seja essa a razão principal pela qual deixamos de olhar o brinquedo com o mesmo olhar ingénuo de outras noites, não nos revemos mais nas cores agora mais pálidas e gastas, não nos revemos mais nas formas que embora as sintamos como sempre na pele dos nossos dedos, já não nos transmite as mesmas vibrações. 
       É nesta altura que acabamos por deitar fora o brinquedo, deitamos no lixo, damos a alguém que saiba cuidar melhor do que já em tempos soubemos desfrutar.
       Nesta história existe sempre alguém, cuja existência é tão misteriosa como a criação do mecanismo de qualquer jogo, esse alguém observa no lixo um brinquedo, sujo e gasto, observa-lhe as formas, absorve-lhe as cores, dando-lhe o valor que ele merece. Com cuidado transporta-o, com suavidade limpa e faz surgir as cores mais fortes que esse brinquedo já viu, adorna-o no torno para que as formas sejam as mais perfeitas e guarda-o, da forma mais nobre que esse brinquedo merece ser guardado, numa vitrina.
        Essa vitrina não é nem mais nem menos que o coração, onde colocamos o amor e cuidamos dele para sempre, de onde observamos as formas e sentimos as cores, uns dias mais fortes, outros dias mais fracos. 
        Todos nós já tivemos muitos brinquedos, maltratámos tantos, fomos magoados por muitos, mas no fim da nossa história seremos sempre coleccionadores, com uma montra composta, onde se destaca a forma e a cor que mais nos faz sentir feliz. 
        No entanto de que nos serve ter um quarto cheio de brinquedos se não tocamos neles, se não desfrutarmos, se não percebermos como funcionam, o que fazem? Como se comportam em determinadas situações e circunstancias?
        Brinquem, não se deixem crescer de mais, ao ponto de já não querer brincar, ao ponto de já não querer sentir, formas e cores, um dia, mais cedo ou mais tarde saberão que vale sempre a pena tratar como nosso o que na realidade sempre nos deu bons momentos.

 

 

(fui de férias mas volto em breve)

publicado por JF às 14:41
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Quarta-feira, 15 de Agosto de 2007

a métrica da rima...

Seis da manha, e não consigo dormir,
Hoje o calor é intenso e não dá pra resistir,
Teu corpo molhado, traçado enroscado,
É só ver-te sorrir e fico logo entusiasmado,

Dá-me o teu sumo amor, da tua boca para minha,
Vou saboreando os teus pecados com a métrica da rima,
És doce de mais para te resistir,
O prémio é valioso para pensar em desistir,

De ti, por ti, sempre sonhei estar assim,
A noite é encantada e parece não ter mais fim,
De mim, de nós, tiro-te o sopro da voz,
Que me diz amo-te de mais, desde o antes, ao após.

Deixa-me ser livre, para voar nos teus laços,
Doces espaços, loucos devaneios e crassos,
Não me deixas ver-te como te queria,
Doce melodia, dona de minha noite, senhora do meu dia,

Dentro de ti, até o mundo pode acabar,
Hoje tenho a peça do puzzle, deixa-me montar,
A paisagem é bonita, encantadora na verdade,
Se há imagens que valem uma vida, esta vale a eternidade,

De ti, por ti, sempre sonhei estar assim,
A noite é encantada e parece não ter mais fim,
De mim, de nós, tiro-te o sopro da voz,
Que me diz amo-te de mais, desde o antes, ao após.
publicado por JF às 14:02
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Segunda-feira, 13 de Agosto de 2007

cabelos...

Notei tua presença bem depressa nesta pista de dança,
Mas na verdade, apesar de vistosa, és uma mera criança,
Baloiça amor, faz render esse teu corpo,
Quando tiveres uns trinta já devo estar morto,
Acabado de mais, para te fazer as vontades,
Para fazer serão contigo e animar tuas tardes,
Não te agarres de mais, a linha é ténue vê se entendes,
Tu até és pequena bebé, vê se não te estendes,
Roda e gira, pega no cabelo que prendeste e solta,
Hoje és centro de mesa e nós tua escolta,
Nós que te olhamos, classificamos e babamos,
Eu não queria dizer isto, mas é para tal que cá estamos,
Somos todos bons rapazes, senhores de nós e de todos os outros,
Se não nos querem ver voar, não nos deixem soltos,
Notei tua presença senhora dona do seu nariz,
Não te vou perguntar a idade porque se não já não te ris,
Gosto dos sapatos, do calção curto e do cabelo,
O teu pescoço parece-me delicado, quem me dera torce-lo,
Para que notes algo mais do que apenas o teu umbigo,
Não me venhas com conversas, eu não sou teu amigo,
Amigo não empata amigo e a mesa já rodou mais uma vez,
Subo as escadas e já avisto a tua tez,
Em bom português, esse nariz aveludado,
Chegou então a hora de ver o que se passa no outro lado,
De roupa colada ao corpo e namorado noutro estado,
Chegou então a hora de ver motivos para escreveres o teu fado,
Meninos com falinhas mansas não são bem o teu estilo,
O Ronaldo é bonito mas tem os dentes de um esquilo,
O que é aquilo? Corpo impecável, boa rodagem e brilhantes?
Não o achaste simpático, mas os brincos pareciam diamantes,
Dás conversa fiada a ver se o novelo se estende,
Hoje o teu tricô pode dar resultado, vamos ver se rende,
É mais fácil para ti, senhora dotada de belos conceitos,
Mas na realidade as tuas ideias ficam esbatidas nos teus peitos,
Não precisas de falar, tens carta de recomendação,
Não necessitas de te poupar porque não te chegam ao coração,
Doce canhão, não passas de um pedacinho de carne,
A questão não é bem esta, perdi-me do meio do cerne,
A resposta é bem clara, vou responder com clareza,
Senhoras e senhores são muito iguais? Com certeza,
Por isso cuidado quando saíres lançares o teu novelo,
Porque do outro lado pode haver alguém a mexer noutro cabelo.

publicado por JF às 01:38
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Sábado, 11 de Agosto de 2007

os termos certos...

Já perdi os termos certos,
Incertos donos deste meu tempo,
Desassossegam-se os meus medos,
Por ver no chão as tuas roupas,
De que me serve o teu corpo do meu lado,
Já não estás aqui,
Os beijos já são frios de mais,
O desespero quando não vais,
É tarde para sermos mais reais,
Já te perdi os termos certos,
Já risquei tudo e estou sem tinta para escrever,
Talvez não tenha dito muito,
Mas estou sem nada para dizer,
Ficamos assim, mais perto de mim,
Mais conscientes de um fim,
Que não é nada feliz,
Não entendo porque te ris,
Nem sei porque não fazemos nada,
Só o tempo que escorre,
Só a areia que morre,
Nos doces e encantados dedos que a abraçam,
Talvez pudesse ainda dizer-te o que sinto, mas…
Já perdi os termos certos.
publicado por JF às 13:29
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Quarta-feira, 8 de Agosto de 2007

acaba comigo...acaba

Gosto do teu gosto, como gosto de gostar de ti,
Nem sei se é suposto, mas já só sei ver-me assim,
Gosto quando te abrigas, quando te deitas a meu lado,
Guardo um peito sem coração, porque esse já te foi dado,
Gosto do frio, arrepio, da forma como me beijas,
Eu não quero que me olhes, só quero que me vejas,
Gosto quando me tocas, quando me abraças, quando me queres,
Nada te substitui, podem vir todas as mulheres,
Nenhuma me faz esquecer-te, deixar de querer-te,
A minha boca desespera, porque só quer sentir-te,
És sexo ardente em noite de calor,
Podia dar-te o mundo no segundo, mas amor,
Esbanjo quando te toco, quando te acho, quando te perco,
De todas as escolhas, és a única pela qual ainda estou certo,
És dimensão, solução, perdoas a frieza em busca da razão,
Hoje sou tua noite, hoje sou só coração,
Acaba comigo, acaba.
Doces encantos, beijos doces e olhares que tais,
Hoje temos 9 vidas em 9 pecados mortais,
Somos fundamentais, para vermos e vencermos,
Fugindo da vulgaridade dos outros terrenos,
Gosto quando sorris, quando desesperas, quando me pedes,
Amo ver a tua cara, sentir o teu corpo quando tu gemes,
São pontos vitais, tu sorris eu peço mais,
O aperto no peito vem, só quando tu vais,
És açúcar meu bem, és canela também,
Quero-te como a ninguém, hoje sou teu refém,
Não me poupes a vida, tenta-me sarar a ferida,
Porque a noite ao teu lado só pode ser bem vivida.
Acaba comigo, acaba.
Gosto do frio, arrepio, da forma como me beijas,
Eu não quero que me olhes, só quero que me vejas,
Deliciosos encantos, beijos doces e olhares que tais,
Hoje temos 9 vidas em 9 pecados mortais,

(este é só teu, adoro-te)



publicado por JF às 22:03
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Segunda-feira, 6 de Agosto de 2007

simplesmente abraçados...

Por onde se perdeu a nossa luz?
Os doces embalos que te faziam sorrir,
Por noites onde te vi partir,
O nosso sonho já não reluz?

Teço elogios espantados sobre teu corpo,
Nos enredos espaçados dos nossos encontros,
Lembranças de belas e monstros,
Numa história gelada no fundo dum copo,

Por onde vais?
Salgados foram os beijos, tal como as lágrimas,
Loucuras de mais as que já vi, mas,
Porque sais?

Os erros cometem-se de forma eloquente,
As bocas já não falam e choro por saber,
Que és criação que vi nascer, e morrer,
O teu coração já não me sente?

Deixa correr o vale que encaminha os teus pecados,
Tirando partido da sedução que ainda guardas,
Faz deslizar os contos, fiquemos só com as fadas,
Desligando este suplicio, ficando simplesmente, abraçados.
publicado por JF às 21:45
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Sexta-feira, 3 de Agosto de 2007

mudança...

Compreendo, não gostas mais deste espaço,
Podes partir,
Já sei, não te sentes bem com essa roupa,
Podes despir,
Ou daí talvez não, muito antes pelo contrário,
Hoje as palavras já não mexem e vamos procurar no dicionário,
Mudança…
Talvez, se não há mais esperança,
Se te recordas na lembrança,
Que as coisas podem realmente mudar,
A verdade é que podes pintar tudo de outras cores,
Tu serás a mesma, logo os seus sabores,
Serão tal como a criação, da tal razão para a mudança,
Ingénuas de mais.
És igual, a ti mesma, a ti mesmo,
Mas compreendo, não gostas mais do teu caderno,
Tenta riscar na parede, mas não será eterno,
Podes riscar, risca,
Podes lutar, conquista,
Já sei, não te dá mais prazer essa cama…
Deita…espera, implora para que insista.
publicado por JF às 21:01
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Quarta-feira, 1 de Agosto de 2007

agarra-me...

Agarra-me,
Faz da minha noite a tua noite,
E meu corpo o teu corpo eternamente,
Busca-me nas melodias dos beijos,
Nos olhares de mistério,
Nos sorrisos de império,
Amo-te.
Busca-me, em cada traço, em cada risco,
Onde os nossos sonhos se tornam realidade,
Talvez não seja tarde,
Agarra-me,
Faz por ti que mais ninguém pode fazer,
Por nós o que um só não pode dar,
O tempo já escorre, a noite continua a passar,
Não há tempo para promessas nem para o corpo descansar,
O amanha vai ser claro, em mais uma cama vazia,
Do inconstância dos nosso sentidos, temos o a noite e o dia,
Traços largos de alegria,
Milagres e fantasia,
Cada historia tem uma cor,
Agarra-me, dá-me o teu sabor,
E deixa-me sonhar, calmo e cansado,
Doce e encantado, por te olhar, no nosso estado,
Amo-te.
publicado por JF às 14:09
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