Domingo, 30 de Abril de 2006

foi assim que acordei...

Acordei de novo, sem te ter a meu lado,
E a noite não mais foi perfeita,
Voltei a adormecer os sentidos, numa cama fria,
Onde os sonhos não se abrigam,
O sol fez arder os olhos que se abriram para um novo dia,
Mas à minha volta apenas demasiado espaço,
Para um mero corpo só,
A pele arrepiava-se a mando dos pensamentos,
Que te traziam de volta,
Devia ter-te esquecido, mas…parece que ainda não é desta,
Acordei de novo, no meio da tortuosa floresta,
As folhas são espulsas pelas arvores,
E aqui, quem manda é quem não tem lei,
Não há promessas, nem injustiças, nem princesas, nem rei,
E foi assim, que hoje acordei.

publicado por JF às 13:39
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Sábado, 29 de Abril de 2006

faz qualquer coisa...

Marca a diferença,
Ponto assente na tua crença,
Luta pelas loucuras,
Não desistas das tuas procuras,
Faz diferente,
Faz igual,
Chora, deixa que alguém te passa a mão pela cabeça,
Procura o teu tesouro, mas com calma, sem pressa,
Arruma o passado e fecha a gaveta a cadeado,
Apara esse espirro e desliga o ar condicionado,
Sai à rua e vê os objectos a voar,
Atira-te lá de cima, alguém de há-de agarrar,
Parte os vidros das montras e começa a correr,
Espera, vê agora o dia nascer,
Lembra-te então de todos os teus amores,
Esquece-os de vez e mete de novo os fones,
A musica no maximo faz com que oiças melhor,
Se não perceberes a letra arranja um tradutor,
Pontapeia as pedras soltas no chão,
Até que encaixem, ou talvez não,
Deixa-as ficar, e segue sem olhar para traz,
Olha nos olhos das pessoas e mosta-te em paz,
Contigo, com eles, com quem vier de onde quizer,
Pode ser homem, criança, menina, pode ser mulher,
Diz o que tens a dizer, sem medo de utilizar mal o termo,
Faz de ti o Ser perfeito, faz de ti o Ser supremo,
Grita, faz com que alguém te oiça,
Mas hoje, hoje faz qualquer coisa…
 
publicado por JF às 00:04
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Sexta-feira, 28 de Abril de 2006

um pouco mais...

Mais, dá-me um pouco mais,
Um pouco de sal, um pouco do mundo,
Quero te-lo todo, por submerso ou profundo,
Dá-me o segundo, cada peça desse tempo,
É dificil coleccionar tudo, mas eu juro que tento,
Mais, dá-me um pouco mais,
Do que julgas serem relatos reais,
Guerrilhas oportunas, promessas banais,
Nas vulgaridades vou olhando, o que vou coleccionando,
Deixo escapar os sorrisos e volto a tapar com o tal manto,
E mais, eu peço mais,
Do que as recordações que trago, e outras que tais,
Quero ter-vos comigo sempre, e por isso vos vou guardando,
Pelos que ganho vou lutando, pelos que perco…
Vou chorando.
publicado por JF às 11:41
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Quinta-feira, 27 de Abril de 2006

antes e depois...

Há uma história do antes e do depois,
Que nos envolve a nós os dois,
E é nos teu olhos que sinto o pensamento,
O teu peito tatua em mim o poder do sentimento,
E escrevo o que foi a nossa história,
Na prosa, deixo as palavras ganharem vida,
A importancia que tens em mim, deixa-me sem saída,
Por muito que desespere na sua procura…
Desato o nó que agora me envolveu a garganta,
Grito, como quem grita seus males espanta,
Mas pouco importa o que sinto…
Sei apenas que te queria perto, junto de mim,
Há uma historia do antes, e do depois de ti,
publicado por JF às 10:39
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Quarta-feira, 26 de Abril de 2006

o copo...

O copo, onde se afogam as marcas,
Onde se cravam as facas, de um dia complicado,
O copo, onde se busca a razão,
De onde brota inspiração
Onde se vê o alterado,
Do estado,
E do comportamento,
No copo, onde se juntam as gotas,
Que diziam mal umas das outras,
E que agora se unem finalmente,
É no copo, que busco hoje o tal mal fadado ócio,
E faço acalmar a alma,
Juro que até já sinto a tal calma,
Bendita esta demensia, de sorver a tão mal predita àgua.
publicado por JF às 12:46
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Terça-feira, 25 de Abril de 2006

liberdade?

É perplexamente perplexo,
Tirar o assento cincunflexo,
É perplexamente perprexo,
Tirar a rima do meu verso,
Não te podes desculpar, dos teus actos e relatos,
Não te podes afastar, de olhares abstractos,
Liberdade, de quem a prega, para quem a faz,
Continuamos a viver na luxuosa Alcatraz,
Manda o sorriso, muda a pele, mete adereços na tua corrente,
Sentes coisas que te prendem, de forma permanente,
Fazem-se rusgas segundo a segundo, mas nada foi encontrado,
Tudo o que era proíbido, acaba de ser liberado,
Entre-linhas ditatoriais, fazem cair generais,
Assentos, virgulas e até os pontos finais,
Juntaram-se à mesma folha, para transformar a realidade,
Dizem que o mundo mudou, e festeja-se o que não temos…
Liberdade!
publicado por JF às 12:37
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Domingo, 23 de Abril de 2006

Sabemos ser...

Sabemos ser inoportunos,
Quando agredimos os sentidos,
Sabemos ser descrentes,
Quando nos sentimos perdidos,
Sabemos ser eternos,
Quando tocamos outros espaços,
Sabemos ser loucos,
Quando nada guia os nossos passos,
Que alegria tão passageira é essa,
Que se agita com o vento,
A que se esbate no instante…
E muda o firmamento,
Suaviza-se o azul,
Chora então o cinzento,
A natureza esbarra, nos blocos de cimento,
E fecham-se os olhos, sedentos de esperança,
Muda-se o tempo em contronos de vingança,
Volta o azul, mas do que vale se o virmos tão triste,
Talvez seja de mim, ou porque tu partiste…
publicado por JF às 14:08
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Sábado, 22 de Abril de 2006

mas não hoje, hoje não...

Podia ter sido perfeito…
Mas não hoje, hoje não,
Podia ter sido especial,
Mas não hoje…
 
Ver-te chorar magoa-me demasiado,
Querer ver-te sorrir, faz-me perder tempo demais,
Dizem-se as palavras, e fazem-se as juras,
E anuncio solenemente ser aquilo que procuras,
Mas e se eu não for?
 
Podia ter sido para sempre,
Mas não hoje, hoje não,
Podia ter sido tão intenso,
Mas não hoje…
 
Não te queria magoar, mas sei que magoei,
Queria tentar perdoar, mas sei que nunca perdoei,
Conhecer as histórias de amor, faz de mim um idiota,
Eu sei que nada dura para sempre, e um dia se fecha a porta,
E depois? O que fica?
 
Podia ter sido único,
Mas não hoje, hoje não,
Podia ter mudado o mundo,
Mas não hoje…
 
Quem dera não ser perfecionista,
E ver no simples o perfeito,
Quem dera não ter o dom das palavras,
E dizer pouco, mesmo torto ou direito,
Quem dera não me importar,
 
Podia ter sido a tua alma,
Mas não hoje, hoje não,
Podia ter sido a tua calma,
Mas não hoje…
 
Podias ter sido tu…
Como podia ter sido tanta gente,
Mas fui eu e foste tu,
Espero que não faças voto de descrente,
Porque te adoro como sempre…
 
publicado por JF às 14:26
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Sexta-feira, 21 de Abril de 2006

que um dia...

Baloiçam os corpos,
Desenhados pelos laços,
Que um dia alguém criou,
Pensam-se as formas,
Os embaraços…
Que um dia alguém sonhou,
Sentimentos destorcidos,
Em tristezas secretas,
Que um dia alguém sentiu,
Foram sonhos e pesadelos,
Crenças e novelos,
Que um dia alguem previu,
Baloiçam os corpos,
Como a saudade embala o teu ser,
E fica apenas a nostalgia,
Baloiçam os corpos,
Como a sede em teu poder,
No desvendar da magia…
 
publicado por JF às 20:17
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Quinta-feira, 20 de Abril de 2006

Foi bom crescer...

O pecado de viver, e de esquecer o que se aprende,
O crime de voltar a cair nos mesmo erros de sempre,
Creio que semrpe gostámos de sofrer,
Brindemos a isso então,
A todas as mulheres que nos fizeram sofrer,
Às que nos mereceram e que nós deixámos,
Às que não nos mereciam e que nós amámos,
E a todas as coisas que fizemos para nos ver no chão…
Quero dizer a quem não disse que valeu a pena,
Viver para vos conhecer, e que ainda que o tempo passe,
Não vos vou esquecer…
Provavelmente vou ver-vos muito pouco,
O tempo é cruel com os ocupados,
Foi bom crescer comvosco…
publicado por JF às 20:53
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